Dá-se este nome a um conjunto de serviços acessíveis pela internet que fornecem mecanismos similares aos de um sistema operacional ou partes dele. Neste cenário, substituímos os aplicativos que até hoje conhecemos como “aplicativos Desktop” por aplicativos similares que, no entanto, estão disponíveis na Internet, podendo ser acessados de qualquer lugar a qualquer hora.
A figura abaixo mostra como funciona o conceito de computação em nuvem:
Figura 1 – Cloud Computing
Fonte: Guia do PC
No cenário acima notamos que os serviços oferecidos pelo servidor remoto (Remote Server) estarão acessíveis para quaisquer equipamentos que o usuário esteja utilizando, o que denota que o acesso aos serviços oferecidos pelo servidor independe do poder de processamento do equipamento.
Outro importante componente deste cenário é a Base de Dados (Database), nela estarão salvos todos os documentos gerados pelos clientes em sua “nuvem computacional”, de modo que, além de acessar aplicativos de qualquer lugar a qualquer momento, o cliente também terá à sua disposição os seus arquivos gerados e salvos em sua “nuvem computacional”.
Esta arquitetura apresentada se assimila em muitos aspectos à arquitetura Cliente-Servidor, no entanto, quando se trata de Computação em Nuvem, as seções são divididas em: front end e back end, onde, front end é o lado visível ao usuário e back end é a seção “nuvem” do servidor.
O front end inclui o computador do cliente (ou qualquer outro dispositivo) e a aplicação necessária para acessar o sistema de computação em nuvem (navegado ou outro, dependendo da aplicação).
No back end do sistema estão vários computadores (Observe o Remote Server na Figura 1), servidores e sistemas de armazenamento de dados que criam a “nuvem” de serviços de computação. Cada aplicação disponível na “nuvem” têm seu próprio servidor dedicado.
Um servidor central administra o sistema, monitorando o tráfego e as demandas do cliente para assegurar que tudo funcione bem. Ele segue um conjunto de regras e faz uso de middleware para se comunicar com os servidores de aplicações.
Uma empresa de computação em nuvem precisa ainda de dispositivos de armazenamento de informações, sendo estes responsáveis por guardar os arquivos gerados pelos usuários deste sistema. A quantidade de dispositivos necessários para uma empresa depende basicamente do número de usuários deste sistema.
Aplicações já existentes
Aliás, essa idéia não é novidade. Larry Ellison, da Oracle, lançou a New Internet Computer (NIC), em 2000, para estimular o avanço da indústria nessa direção. O conceito é bastante simples: em sua mesa, você teria um computador de custo muito baixo, com apenas processador, teclado e monitor. Não haveria HD ou drive de CD/DVD. A máquina estaria conectada à Internet e teria acesso a um supercomputador central, que hospedaria todos os seus programas e arquivos. No entanto, a idéia era prematura. As vendas da NIC foram muito baixas, provavelmente devido à escassez de banda disponível nos Estados Unidos [fonte: PCWorld (em inglês)]. A empresa fechou as portas em 2003.
- Na maioria das vezes o usuário não precisa se preocupar com o sistema operacional e hardware que está usando em seu computador pessoal , podendo acessar seus dados na "nuvem computacional" independente disso;
- O trabalho corporativo e o compartilhamento de arquivos se tornam mais fáceis, uma vez que todas as informações se encontram no mesmo lugar , ou seja , na "nuvem computacional";
- O usuário tem um melhor controle de gastos ao usar aplicativos, pois a maioria dos sistemas de computação em nuvem fornece aplicações gratuitamente e, quando não grátis, o usuário paga o tempo de utilização dos recursos, pagando a utilização do aplicativo de forma faseada ao invés de pagar logo o preço total de uma licença, como acontece com o modelo clássico de venda de licenças de software;
- A infraestrutura necessária para uma solução de Cloud Computing é bem mais enxuta do que uma solução tradicional de hosting ou collocation, consumindo menos energia, refrigeração e espaço físico e consequentemente colaborando para preservação e uso racional dos recursos do meio-ambiente.;
- De uma maneira geral, serviço de plataforma é uma evolução da terceirização na área de TI. A maioria das empresas não tem como atividade principal a gestão de TI, de forma que se mostra coerente a contratação de uma plataforma externa robusta para apoiar processos como gestão empresarial, pagamentos e recebimentos, banco de dados, desenvolvimento de produtos (como renderização de vídeos, CAD, etc.), apoio a serviços (BI, processamento de dados, etc.) e demais. Nesse caso, TI passa a ser efetivamente uma ferramenta de suporte ao negócio, ou seja, o foco do cliente é a informação e não a forma como ela é mantida e processada.
- É uma grande tendência de mercado, principalmente pelo controle de custos, pois atualmente em grande parte das empresas não se sabe quanto se gasta com TI, nem quanto poderia ser economizado. Tomando por exemplo uma empresa de Marketing: A produção de animações 3D e efeitos especiais exige uma grande quantidade de processamento computacional. Normalmente isto é realizado dentro das limitações da estação de trabalho do próprio artista, consumindo muito tempo (da ordem de horas ou até mesmo dias), diminuindo a produtividade e estendendo o cronograma do projeto. A utilização da computação em nuvem permitiria a realização do mesmo trabalho em um espaço de tempo drasticamente reduzido (da ordem de poucas horas ou minutos) e incorrendo, ao invés de investimentos da ordem de centenas de milhares de reais em uma plataforma de processamento compatível com o seu modo de trabalho, um custo razoável por hora de utilização do serviço.
Conclusão